
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
William Bonner
NOME William Bonemer Júnior, conhecido como William BonnerIDADE 46 anos
OCUPAÇÃO apresentador e editor chefe do l Jornal Nacional, na rede Globo
PRINCIPAIS TRABALHOS locutor na rádio USP FM—inicio da carreira, Tv Band, Radio Eldorado e TV Globo.
PERFIL NO TWITTER @realwbonner
NÚMERO DE SEGUIDORES 235.311 (até o dia 17 de novembro)
Quem?
William Bonemer Júnior, conhecido como William Bonner, 46 anos, formou-se em Comunicação Social pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Iniciou a carreira como locutor na rádio USP FM, pouco depois foi trabalhar na TV. Começou na Bandeirantes, como locutor e apresentador, também trabalhou na Rádio Eldorado, ambos em São Paulo. Até que em 1986, foi convidado para trabalhar na TV Globo de São Paulo, onde acumulou a função de editor e apresentador de uma edição do SPTV, telejornal local. Passou pelo Globo Rural e dois anos depois passou a apresentar o Fantástico. Transferiu-se para o Rio de Janeiro. Ao lado de Fátima Bernardes, comandou o Jornal da Globo entre 1989 e 1996; o Jornal Hoje (que durante 1993 à 1996 foi editor-chefe) e, desde abril de 1996, o Jornal Nacional, que é apresentado juntamente com a esposa, Fátima Bernardes, e no qual é chefe desde de 1999.
Recentemente, William Bonner lançou o livro Jornal Nacional: Modo de Fazer. A obra mostra os bastidores da preparação das edições do telejornal, e foi uma homenagem aos 40 anos do JN. Não é atoa que Bonner, é um dos mais conceituados e respeitados profissionais da área.
@realwbonner no Twitter
Com mais de 220 mil seguidores, o jornalista costuma brincar com eles, utilizar o TwittPic, e distribuir RTs.
Bonner escreveu em sua página no microblog a palavra ia com acento agudo no i. E foi corrigido pela ex-bbb, Milena Fagundes. O apresentador admitiu o erro e disse que era "velho e analfa". Mas não deixou a bola cair e, fez uma postagem bem humorada para conter as críticas: "Seu dotô, num cei ukideu nimim. Iscrivinhei ia com assentchu. É gráviu?"
Ao analisarmos o microblog do jornalista, entre os dias 1° e 11 de novembro, percebemos que seus posts são quase sempre um diálogo com seus seguidores. Ele twita os compromissos que tem durante o dia, o que anda fazendo, dá dicas (sobre livros e peças teatrais) e até pede a opinião dos seguidores quanto à cor da gravata que deve usar no Jornal Nacional. É sempre muito cordial. Posta fotos feitas por ele (como a da poltrona onde gosta de descansar) e também vídeos de pessoas lavando seu carro. Já escreveu sobre dietas e receitas de brigadeiros. Às vezes chama seus seguidores de crianças e é chamado por muitos deles de tio, o que demonstra um carinho especial do jornalista com seus admiradores — o que pode ser uma forma de parecer mais agradável e próximo.
A imagem
Bonner procura mostrar a seus seguidores que, apesar de ter uma profissão que transmite seriedade, ele não precisa ser tão sério quando está fora do trabalho. O jornalista faz questão de provar que é uma pessoa comum. Ele inclusive fez uma série, em que posta coisas relacionadas a sentimentos. Já de inicio, Bonner incluiu a seguinte postagem: “Sou uma pessoa rigorosamente quase normal”. O jornalista não tem sua imagem prejudicada pelo que posta no twitter, pois seus posts e o jeito de escrever — em uma linguagem mais informal —, demonstra que ele tem carinho e fica mais próximo dos seus seguidores.
Curiosidades
Em entrevista concedida ao canal GNT, o @realwbonner fala com descontração sobre as aventuras no Twitter, e revela que mostrar-se como é, não anula a seriedade do seu trabalho frente ao principal telejornal do país. Ele diz: “eu usei aquilo mais pra me divertir (…) eu tenho uma profissão que exige de mim uma grande seriedade (…) é natural que seja assim. acontece com médicos, acontece com advogados… um médico, um advogado, um jornalista são pessoas muito sérias no desempenho de suas funções, mas isso não as obriga a serem pessoas super sérias e sisudas fora do trabalho”... (para ver a entrevista na íntegra clique aqui)
Twitpic
Otávio Mesquita
NOME Otávio Zanetti Mesquita, conhecido como Otávio MesquitaIDADE 50 anos
OCUPAÇÃO apresentador dos programas “A noite é uma criança” e “Zero Bala” — ao lado da modelo Daniella Cicarelli.
PRINCIPAIS TRABALHOS apresentador na Rede TV, TV Manchete, SBT, onde ficou conhecido do público e Tv Band.
PERFIL NO TWITTER @otaviomesquita
NÚMERO DE SEGUIDORES 127.980 (até o dia 17 de novembro)
Otávio Mesquita possui um perfil no twitter que tem mais de 127 mil seguidores. Foram analisadas as postagem de Mesquita entre os dias 1° e 11 de novembro. Podemos perceber, que o apresentador posta na maioria das vezes, coisas relacionadas à sua vida pessoal, como por exemplo, os compromissos, o que está fazendo ao twittar, e o que está sentindo. Em seus posts, Mesquita usa o deboche e o bom humor, e não se preocupa em escrever as palavras de maneira correta. O apresentador também posta fotos e vídeos (chegou a transmitir o nascimento do filho), e até chegou a narrar a cirurgia de vasectomia a que foi submetido.
O jornalista recebe criticas por escrever de forma despojada, porém, não tem sua imagem prejudicada — já que esta foi construída com base em um apresentador brincalhão que nem sempre é levado a sério. Caso fosse um apresentador que passasse seriedade, Mesquita com certeza não poderia escrever desta forma, pois sua credibilidade poderia ficar comprometida pelo jeito irreverente de escrever.
Em entrevista a Folha de São Paulo, Mesquita confessou ser fascinado pelo twitter, e que até batizou seu cachorro com o nome do microblog. O jornalista ainda admitiu, que a caminho do Studio, ele twitta pelo Blackberry. Já quando está em casa, Mesquita prefere Twittar em uma tela de 42 polegadas. (Clique aqui para ver a entrevista na íntegra)
Rafinha Bastos
NOME Rafael Bastos Hocsman, conhecido como Rafinha BastosIDADE 33 anos
OCUPAÇÃO repórter e âncora do Custe o que custar (CQC), da Band PRINCIPAIS TRABALHOS TVE BRASIL, Rede Manchete e Globo-RS e Band.
PERFIL NO TWITTER @rafinhabastos
NÚMERO DE SEGUIDORES 507,240 (até o dia 17 de novembro)
Para analisar a participação do jornalista Rafinha Bastos na rede social Twitter, foram observados todo material postado por ele em 17 dias, no período de 30 de outubro a 15 de novembro de 2009. Foram considerados todos os aspectos que tem ligação direita com as escolhas que podem ser feitas pelo usuário da rede, como a fotografia, os links, os textos e a imagem que fica como plano de fundo.
Nas postagens de Rafinha no microblog, é possível perceber que ele acredita não ser necessária uma censura na colocação de informações nos domínios virtuais. Ele faz brincadeiras com assuntos públicos, mostrando aos seus seguidores que é uma pessoa que usa do humor sempre que possível. A aparente falta de um filtro em suas postagens podem ser observadas em diversificados momentos, quando ele cita marcas, nomes de pessoas conhecidas pelo público e fatos que sejam de conhecimento geral.
Apesar de não demonstrar pudor em suas colocações, Rafinha faz uma distinção clara do que é particular e o que é público. Ao mostrar algo que seus seguidores podem considerar como pessoal, ele apresenta informações banais e que não interferem em sua vida, como por exemplo, uma foto onde mostra seu pé direito, seu cão e um ventilador. Rafinha apresenta informações (visuais e nos textos) que não são particulares, mas que parecem ser. Seus seguidores sentem como se conhecessem um pouco mais do jornalista, mas continuam sem se aprofundar em sua vida pessoal, pois conhecem o que funcionaria como uma casca, uma proteção da realidade.
Cotidiano, personalidade e muito humor
Rafinha disserta em sua página sobre fatos cotidianos, e para isso usa de linguagem totalmente informal. Por exemplo, usa palavras abreviadas (que podem aparecer em suas colocações por limitação de espaço, ou por causa da linguagem própria da internet), gírias e vocabulário que ofenderiam pessoas puritanas (como por exemplo, palavras de baixo calão e de linguajar popular) fazendo conseqüentemente uma crítica ao comportamento populacional, e ao mesmo tempo, aproximando-se da linguagem que o público jovem utiliza.
O jornalista ainda usa do microblog para divulgar sua agenda. Ele sempre avisa onde fará shows com o seu stand-up comedy, e normalmente após as apresentações, é no Twitter que ele agradece ao público local, além de fazer algum comentário de como foi a apresentação e a reação do público. Por se apresentar por todo o país com um show de comédia, os gracejos, piadas e comentários bem humorados de Rafinha no Twitter funcionam de portifólio para sua apresentação. O público, através da rede social, pode verificar se Rafinha realmente tem uma veia humorística “forte”, fazendo com que o Twitter impulsione seu trabalho e conseqüentemente possa lhe abrir outras portas.
O humor feito por Rafinha no Twitter sofre variações. Em uma visita rápida ao seu perfil, é possível encontrar postados piadas, humor pastelão e até mesmo humor negro, além das piadas relacionadas a notícias que são amplamente divulgadas na mídia, o que dá a impressão de que ele está sempre bem informado, dando validação a sua imagem de jornalista.
Outro fator que demonstra o bom-humor e a forma “debochada” com que o jornalista interage no Twitter é o plano de fundo usado por ele em sua página. Ele usa uma imagem que faz alusão a jogo Procurando Walli. A interação desprovida de formalidade no Twitter do jornalista mostra a opção de Rafinha por uma comunicação mais liberal e descontraída. Essa imagem fica mais verdadeira a partir da análise da fotografia escolhida por ele: uma foto nas cores preta e branca e que faz uma alusão a estátua “O Pensador”, feita por Auguste Rodin.
No perfil de Rafinha é possível encontrar vários links. Dentre eles, endereços que encaminham o leitor para o pictwitter, para o perfil de amigos pessoais e de trabalho. Esses links servem em sua maioria como ilustrações para os comentários do jornalista. Ele cita uma roupa, por exemplo, e o link, para que seus seguidores possam visualizar o que exatamente está falando.
Em seu espaço virtual, Rafinha publica questões que envolvem juízo de valor. Tecnicamente, isso deveria implicar em alterações negativas a sua imagem de jornalista, pois, uma das virtudes que o mercado profissional busca, é a imparcialidade. Mas a imagem construída por ele na rede é de uma pessoa que usa todas as possibilidades possíveis de construir algo engraçado e que divirta seus seguidores (o público).
Algumas frases de @rafinhabastos:
-Aprendi hj: Peidar ao lado de um bebê faz uma mãe trocar uma fralda limpa.
-Tô fazendo uma dieta a base de barra de cereal e suco de caju. Espero ñ ficar c/o corpo de uma aeromoça da TAM.
-A nudez da Fernanda Young é mesmo intelectual. A teta esquerda dela tá aqui em casa declarando o meu imposto de renda.
-Ñ acho q a Ana Maria Braga exagerou na plástica. É super normal a pessoa ter 1 bochecha em -Londrina e outra em Aracaju.
-As merdas estão voltando. Saiu o novo Orkut. Breve teremos o novo guaraná Dolly e o novo programa do João Kléber.
-Todas as mulheres interessantes q 1 dia me deram o fora, estão no twitter. As q eu peguei sumiram ou trocaram de nome.
-Hj é Dia de Finados. Parabéns meu pênis!
-98% das informações do meu twitter são inúteis, os outros 2% ñ foram compreendidas.
-Dormi 12 horas. Tive um sonho longo c/ uma história ruim q mudou de personagens várias vezes. Parecia a novela Malhação.
-O próprio Rafinha faz piada com coisas que lhe acontecem, nessa foto ele mesmo brinca com o fato de sua camisa ter levantado um pouco.
-Rafinha em post no Twiiter comentou sobre seu pé, sua cachorra e seu ventilador.Como forma de ilustração ele postou a foto
-Rafinha faz uma brincadeira com uma fotografia da revista veja.
-Rafinha junto com seu companheiro de programa Danilo Gentili
Rafinha novamente fazendo brincadeiras sem nenhuma censura
Felipe Andreoli
NOME Luiz Felipe Guimarães Andreoli, conhecido como Felipe AndreoliIDADE 29 anos
OCUPAÇÃO repórter do programa Custe o que custar (CQC), da Band
PRINCIPAIS TRABALHOS na TV Record, como auxiliar de produção e apresentador de um programa evangélico; TV Cultura onde consolidou a carreira e ampliou as funções; hoje na Band como repórter do CQC.
PERFIL NO TWITTER @andreolifelipe
NÚMERO DE SEGUIDORES 234.599 (até o dia 17 de novembro)
A paixão pelo jornalismo surgiu quando ainda era criança, aos 6 anos, na época em que assistia o pai, Luiz Andreoli, apresentando telejornais esportivos na TV Globo e Bandeirantes. Adorava ver o pai trabalhando sob a tensão de o jornal ir ao ar, e ali, já imaginava o futuro. Outra paixão, a pelo futebol, também nasceu nesse período.
Foi então que se formou em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM FAAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado), em São Paulo. Com o diploma, Felipe foi em busca do seu sonho de criança: trabalhar na TV – o que aconteceu rapidamente. Já aos 19 anos, conseguiu seu primeiro emprego na TV Record como auxiliar de produção e aos 20, apresentou um quadro em um progama evangélico, o “Se liga Jovem!”.
Depois dessa experiência, trabalhou por oito meses ao lado do pai e do jornalista esportivo Roberto Thomé, na Rede Gospel. Aos 21 anos, foi para a TV Cultura, onde conseguiu transitar por todas as áreas do jornalismo e ampliar as funções – da cultura ao esporte; da reportagem à apresentação. Foi aí que Felipe consolidou sua carreira.
Quatorze anos depois, em 2007, Felipe voltou para o mesmo lugar onde seu pai trabalhou por bastante tempo: a Band. Chegou a cobrir eventos esportivos – como o Pan no Rio –, viajou para a Alemanha e por todo o país, entrevistou craques, conheceu estádios. Suas reportagens sempre fugiram dos padrões e eram apresentadas de maneira descontraída e diferente. Isso lhe rendeu um convite para trabalhar como um dos repórteres do Custe o que Custar (CQC) – um programa que mistura jornalismo e humor –, onde está desde março de 2008, como um dos destaques do programa. Hoje, Felipe Andreoli tem 29 anos.
Além disso, Felipe dá cursos, workshops sobre videorreportagem e reportagem em TV, além de apresentar cerimônias e eventos. Também realiza cursos no Comunique-se desde 2004.
@andreolifelipe no Twitter
Felipe Andreoli possuiu um perfil no Twitter, com aproximadamente 235 mil seguidores. O seu modo de escrever é bastante simples, e utiliza com frequência de bom humor e sarcasmo.
De acordo com as nossas interpretações, percebemos que ele não mede as palavras, pois não poupa palavrões e escreve na linguagem da Internet. Sempre menciona o futebol, os compromissos do dia a dia e prévias das atrações do CQC.
Seus twettes parecem ser um diálogo com os seguidores. Por exemplo, ele “chama” o público para assistir o programa, conta como é a sua rotina e o que faz para se distrair. Ele contou como foram o casamento do irmão, a “pelada” do fim de semana, o que comeu no almoço, as cidades que visitou, dentre outros. Também mostrou o seu nervosismo na estréia de seu espetáculo Que História é Essa? no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo, que reúne histórias de bastidores, da infância e detalhes curiosos e engraçados de sua trajetória.
Twitpic
Clique nos links a seguir e veja algumas fotos de Felipe Andreoli:
Twitter x Jornalista
O Twitter de Felipe Andreoli se parece bastante com uma pessoa comum , já que ele sempre posta algo relacionado a vida pessoal, profissional e gostos pessoais. Aqui, a imagem do Felipe como jornalista não sofre distorções.
Porém, é importante considerar que a imagem que ele passa para o público é mais como comediante do que como jornalista. Vale ressaltar que essa imagem não é definitiva, ela pode se modificar ao longo do tempo. Aqui, estamos analisando a imagem dele como jornalista.
Quando Felipe posta frases com palavrões, isso faz com que a imagem dele como jornalista perca credibilidade, permanecendo somente a de humorista, o que deixa claro que ele não segue regras e não se preocupa com sua imagem – isto de acordo com nossas interpretações.
Como ele não é visto como um jornalista sério, é permitido que ele escreva algumas palavras de maneira incorreta – essa é a linguagem da Internet –, não alterando sua liberdade de escrita. Mas, se fosse o contrário, confirmaria que jornalista não tem o direito de postar o que gostaria no microblog. Foi isso o que aconteceu com editor-chefe e apresentador do "Jornal Nacional", da Rede Globo, William Bonner. (Confira mais detalhes no próximo post)
Posts de Felipe Andreoli no Twitter:
-De quem foi a culpa do apagão?!?!?!? - Senhor o nome do funcionário é Homer Simpson, setor G-7. - Hmmmm...Simpson...
-Hoje, CQC, 22h13, na Band! Bati um pênalti no Goycochea em pleno Mineirão. Se eu fiz o gol? Vai ter que ver no CQC, hoje, 22h13, na Band...
-É hoje! Ai ai ai ! Vou estrear meu solo aqui em SP no teatro Bibi Ferreira, às 21h! Quem quiser ir ainda tem ingresso! Info: 31053129 Vamo!
-Em casa. Feliz pra caralho com a estreia. Familia, amigos, convidados incríveis. Tava até agora comemorando. Valeu demais. Vou dormir bem
-Ah o futebol! Esta arte incrível. Meti 6 gols hoje. meia duzia, coisa linda, uns 2 golaços. E a Lusa ainda ganhou. Ô felicidade...
Imagem do jornalista na internet
A lei de direito à imagem existe para proteger os indivíduos que se sintam ou possam vir a se sentir prejudicados pela exposição que podem ter. A existência dessa lei funciona como fator que prova a importância de uma imagem em determinado meio. A preservação da imagem garante que uma pessoa não seja colocada em situação delicada, pois, caso isso aconteça, ela poderia ser prejudicada em vários âmbitos, incluindo no profissional, como no caso dos jornalistas.
A imagem de uma pessoa que está na Internet pode correr o risco de ser mal utilizada, e como conseqüência trazer prejuízo ao seu usuário. Mas para que incidentes e acidentes envolvendo a figura de uma pessoa não aconteça, existem muitos livros que podem ser usados por internautas como alerta de como comunicar-se no meio virtual.
Um livro que possui uma linguagem acessível para os internautas e que ilustra muito bem como deve acontecer os contatos virtuais é o “O futuro da Internet”, de Chuck Martin. O autor mostra como acontece a comunicação por rede de computadores com conexão em rede, e promove uma discussão sobre como a realidade virtual vem se aproximando da realidade, e também como os indivíduos tem suas vidas e tarefas afetadas de forma direta e indireta. O autor ainda oferece a seus leitores algumas dicas de como lidar com as pessoas que se comunicam com eles por computador.
Como dica de leituras que podem incentivar a reflexão e análise de como a comunicação virtual acontece, encontram-se ainda os livros “Chaves da Cibernética” de Paul Idatte e “Como escrever na rede”, de Leonardo Moura, que auxiliam na forma comunicacional e em como as interações acontecem ou não.
A imagem de um jornalista
Os profissionais de jornalismo constroem uma imagem que tem segundo a visão do público, uma ligação direta com a transmissão de informações sem distorções, e que estão totalmente associadas a verdades. Levando este fator em consideração, percebe-se que a imagem criada pelo profissional irá acompanhá-lo independente do local em que ele esteja (virtualmente ou fisicamente) e deverá ser considerado nas formas de interação e comunicação que ele participa.
A imagem do profissional de jornalismo contemporâneo é o resultado do esforço de todos os profissionais que estão no mercado e construíram uma imagem ligada a verossimilhança. A visibilidade dada pelo meio aos graduados em comunicação funciona como atestado de que as pessoas que ingressam nessa área têm um compromisso com a verdade, e que, portanto, não podem em hipótese alguma transmitir uma informação, fato ou até mesmo dizer algo que tenha em seu conteúdo um erro, seja este de qualquer espécie.
A boa imagem que os profissionais de comunicação têm pode tornar-se um ponto positivo/negativo na hora de sua interação com outras pessoas, pois, por sua atuação no mercado, a população tende a achar que tudo que é dito por eles tem caráter noticioso, e que deve ser “encarado” como uma verdade e por tanto não pode e nem deve ser questionada.
A imagem que o jornalista transmite via meios de comunicação, no entanto, devem seguir uma premissa básica. Elas devem ser a mesma imagem que o profissional assume em seu trabalho, caso contrário, ele criará uma ambigüidade, e ela será negativa especialmente para ele, e que pode vir a prejudicar a imagem dos jornalistas como um todo.
A imagem é um fator importante para quem trabalha nas áreas comunicacionais, pois ela é um argumento que colabora para a credibilidade de quem esta informando. Caso essa imagem seja afetada por algum motivo, o portador dela é afetado de imediato, pois ele tem todas as suas palavras colocadas a prova, e isso pode resultar na perda de público.
O declínio na credibilidade de um jornalista é o resultado de uma imagem prejudicada nos sentidos de ser mal construída, e por não ser apoiada em fatos posteriores que resistam a gafes e erros futuros. Um jornalista que por um motivo qualquer comete um erro ou engana-se, não tem um prejuízo muito grande em sua imagem caso possua uma vida profissional boa que é reconhecida pelo público. Mas se ele não tiver construído uma imagem séria e que inspire confiança, um erro mesmo que pequeno pode custar toda a sua credibilidade e conseqüentemente toda sua carreira.